Este trabalho começou em 1988 ante a necessidade de dar para meus alunos algum material impresso que ajudara a reter a informação passada nos meus cursos. Estes conteúdos eram completamente novos na área e meus alunos não disponham de nenhuma bibliografia que abordasse o Tarô com uma visão terapêutica.

Primeiro foram umas sucintas apostilas que me impulsaram a escrever algo más elaborado. Trabalhei durante dos anos e deixei no inicio do ano de 1990 um manuscrito pronto. Ante o silencio das editoras, fotocopiei uma primeira leva de 100 exemplares, todos com capas diferentes em serigrafia do artista brasiliense José César Silva. A encadernação caseira ficou tão bem que acabei fazendo uma caixinha para cada exemplar.

Vendi a edição no corpo a corpo, comprei uma passagem para India e uma semana antes de embarcar a editora Thesaurus de Brasília me fez uma proposta que aceitei. Recebí um adianto, fizemos as fotos de quatro baralhos diferentes e peguei o avião.

Quando desembarquei, um ano e médio depois, no Galeão a primeira coisa que fiz foi entrar nas livrarias procurando meu livro. Nada.

Na Thesaurus me falaram que o livro era complexo demais como para diagramar-lo sem minha colaboração. Colocaram uma sala a minha disposição e passei dois meses na prancheta refazendo todas as ilustrações. Quando a boneca ficou pronta, Vitor, o dono da editora, me falou que não tinha dinheiro para bancar os fotolitos e que procurara patrocínio.

A iniciativa privada não tomou nenhuma iniciativa e depois de quase um ano de trâmites e equívocos (?) junto ao FAAC - Fundo de Apoio ao Arte e a Cultura, da Fundação Cultural do Governo do DF, foi orientado a procurar minha turma e deixar-eles gastar seu dinheiro com cultura.

Finalmente, fazendo um show para o Sindicato dos Bancários do DF, conheci ao encarregado da gráfica do sindicato. Em dois minutos decidimos fazer a impressão do miolo de mil volumes desde que eu pagara os custos que podiam ainda ser parcelados e/ou pagos com shows.

Quatro dias depois centos de quilos de papel entupiam meu quarto. O dono da Lassanne se consultó conmigo e me deu de presente uma máquina de furar papel. Depois de alcear página por página foi montando e encadernando com espiral os volumes suficientes para fazer uma distribuição a nível nacional e um lançamento que aconteceu no Foyer da sala Vila Lobos do Teatro Nacional de Brasília.

Assim surgiram e se esgotaram três edições com distribuição nacional. Enquanto isso reescrevi o livro em espanhol, incluindo os florais, novos dados de cabala, citações e apêndices. Traduzi as 400 pg, aprendi a usar vários programas de computador e diagramei a obra num formato mais interessante e com a ajuda de algumas lojas do ramo fiz uma capa em policromia. Finalmente tinha um livro convencional. Por outro lado a editora Yug da cidade do México se interesou em publicar. Depois de um ano de fax vai e fax vem aparecía em 1999 com distribuição em Latino américa, España e os Estados Unidos uma edição em espanhol de 364 páginas.

 

Esgotada a edição em português e procurando uma linguagem mais moderna e colorida e fiquei tentado de me aventurar com uma edição eletrônica. Depois de alguns meses conclui um CD room que me deixou bastante satisfeito, mas no fundo no fundo nada como um livro.
Assim que em Maio de 2002 desembarquei na Bienal de São Paulo onde fechei com o Wagner Cardoso, dono da editora Madras uma nova edição de 446 pg. que viu a luz em Fevereiro de 2003. Esta edição traz material novo ao respeito das Figuras da Corte, um apéndice falando das Lições de Vida, varios quadros explicativos e númerosas ilustrações a mais.

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