Em primeiro lugar quero pedir desculpas pelos erros nas imagens do Apêndice 1 – Exemplos de Leituras. Clicando no link a seguir pt/Apendice 1 você tem acesso a versão íntegra sem erros. Tenha um pouco de paciência que às vezes demora para abrir.

A Âncora do Hierofante vem como a Âncora dos Amantes. O certo é:

 

Âncora: Estamos diante de um ego cujas palavras, gestos, ações e pensamentos respondem perfeitamente a uma determinada doutrina, movimento ou ideologia. É um vivo (morto) representante de uma determinada filosofia ou credo. Fora deste comportamento robotizado e cheio de típicos tópicos, ninguém está aí. Sua máscara pode chegar a ser tão perfeita que não permite o mínimo contato interno com suas emoções e seu corpo físico. Pode ser um catequizador fanático, cheio de argumentos, que repete mecanicamente suas doutrinas e sua auto-afirmação passa por convencer-nos e levar-nos para sua igreja, templo, partido ou torcida correspondente. Aonde chega, leciona. Este ego fanático, sério, rígido e muitas vezes arrogante, sempre tentando impor suas idéias ao próximo, poderia enraizar seu idealismo e seu entusiasmo, e conectar-se com seu corpo, usando o floral de Vervain. O Sol na Infância nos levaria a pensar que sua atitude de identificação com uma determinada ideologia se deve tanto à fragilidade de seu Eu como a sua permeabilidade às opiniões da família e outros grupos sociais e à necessidade de agradar sem se expor. Neste caso, a flor de Goldenrod* ajudaria o fortalecimento do Eu e a relacionar-se socialmente melhor.

 

A editora garantiu que na próxima reimpressão será concertado estos erros.   

 

 A nova edição ampliada do "Curso de Tarô e seu uso Terapêutico" que aparece 20 anos depois da 1ª edição artesanal representa o amadurecimento do Tarô Terapêutico. Em todos estes anos a grande questão sempre foi, e continua sendo, fazer do Tarô um instrumento que ajude o consulente a ser integralmente ele mesmo. Meu método, como sabem aqueles que leram as primeiras edições, trabalha em dois eixos fundamentais: sintonizar o individuo com a sua essência e identificar e ajudar a resolver os padrões de comportamento que dificultam sua realização plena.  Em outras palavras, cortar as pontes com o Tarô adivinhatório, que longe de liberar o ser humano das dificuldades internas que o deixam preso a círculos viciosos de ação e reação, o ata ainda mais a elas, o infantiliza e o irresponsabiliza pela sua vida, degradando-o à categoria de frango de granja. 

   Transformar uma visão do Tarô que durante séculos colocou o acento no futuro e nas circunstancias que envolvem o consulente num Tarô que coloca o consulente no centro de sua vida, responsabilizando-o por ela e pelas circunstancias que atrai e focalizado no presente não foi tarefa fácil nem rápida. Sempre que revisava o texto acabava encontrando alguns intrusos procedentes da visão adivinhatória. Neste processo de dar mais importância aos aspectos internos do consulente, fui modificando os significados de algumas posições.

O Momento Atual, onde inicialmente eu identificava os aspectos da vida que nesse momento eram prioritários para o consulente ou suas atitudes, transformou-se na posição onde vejo os questionamentos pelos quais está passando, seus conflitos internos, aquilo do qual está tomando consciência. Parece-me hoje muito mais interessante esclarecer o processo interno do que identificar ações que finalmente são de sobra conhecidas pelo consulente.

Na posição dos Relacionamentos dou mais importância à maneira de se relacionar, à atitude que a pessoa tem perante o relacionamento, e o que ela espera dele, pois isso é o que mais influi na qualidade do relacionamento e no tipo de parceiro que a pessoa atrai. Estou menos interessado em identificar o que sustenta o relacionamento ou menos ainda em definir como o relacionamento está.

As cartas negativas do Caminho de Crescimento deixaram de ser desafios vindos do exterior para ser compreensões de padrões de comportamento viciados que estimulam o inicio de uma transformação.

No Resultado Externo não me parece terapêutico falar para a pessoa se vai se dedicar a esta ou aquela atividade, embora seja isso o resultado de todo um processo de crescimento. Qualquer tipo de previsão retira do consulente seu próprio poder pessoal para construir sua vida. Por isso me parece melhor falar da atitude interna com a qual ele vai encarar o mundo exterior. As cartas negativas nesta posição mostram uma situação geralmente pouco agradável que a pessoa atrai e que, de alguma maneira, a obriga a ter que confrontar um padrão interno neurótico dando-lhe a oportunidade de compreendê-lo e desativá-lo.

  

 Outra questão importante é como interpretar as cartas do Método. É uma sugestão, uma orientação. Devemos fazê-lo com muito cuidado para não assumir a responsabilidade que o consulente, e só o consulente, tem pelas suas decisões. Qualquer coisa que pareça uma ordem ou imposição, especialmente com consulentes que querem agradar ou que têm tendência a absorver as opiniões ou expectativas dos outros arruinaria o efeito terapêutico da consulta. É fundamental chegar à interpretação da carta do Método num raciocínio junto com o consulente para que seja ele quem perceba o que tem que fazer. Se as cartas anteriores, especialmente as da Âncora e da Natureza Interna tem sido bem interpretadas e entendidas pelo nosso consulente é fácil que consigamos, talvez fazendo-lhe algumas perguntas bem formuladas, que ele mesmo elabore e defina as atitudes a tomar ou a deixar de tomar.

Estas mudanças em direção a uma abordagem cada vez mais terapêutica foram o fruto de milhares de consultas realizadas nestes anos em vários países e também, dos cursos de Formação em Tarô Terapêutico.   

Dentro deste processo de amadurecimento do livro transformei algumas afirmações que hoje me parecem radicais demais, desenvolvi o tema do arquétipo associado a cada Arcano Maior, sugerindo sua integração quando a carta correspondente aparece na posição da Necessidade Interna.

E o livro engordou, das 446 pgs. originais passou para 512. Incluí dois capítulos novos para destacar as atribuições cabalísticas e astrológicas do Tarô, e um novo apêndice de Introdução à Árvore da Vida, que embora não aporta grande coisa para a interpretação dos Arcanos Maiores, coloca os fundamentos para atingir significados coerentes dos 40 Arcanos Menores.

 

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