O CAMINHO DE INDIVIDUAÇÃO: O 1º HEPTENÁRIO

 

O Louco é a criança não-programada, a criança EPATIPIC, Espontânea, Presente no presente, Alegre, Total em suas iniciativas, Inocente, Perceptiva, Imprevisível e Capaz de maravilhar-se. Este ser perfeito, integrado e completo desde o útero se encontra com os dois princípios fundamentais que criam e destroem todas as coisas, o Princípio da Ação e o de a Receptividade, O Mago e a Sacerdotisa no Tarot, o Yang e o Yin no taoísmo. O embrião vivenciando e incorporando o Mago chuta a barriga de sua mãe, depois brinca com as chaves de cores penduradas encima de seu berço e mais tarde engatinha atrás do cachorro. Vivenciando a Sacerdotisa fica quieto, silencioso o ensimesmado, às vezes chupando o dedo.

Na medida que esse espírito encarnado nesta escola planetária vai tomando corpo, interatua inicialmente mais com sua mãe e depois com seu pai que são a Imperatriz e o Imperador, os Princípios Feminino materializado e Masculino materializado, respectivamente, iniciando assim o processo de programação que como vamos ver incide nos 4 aspectos do ser: Corpo físico, emocional, mental e energético. Já desde o útero a mãe programa o bebê a partir de seus desejos, assim nascem muitos meninos com um psiquismo feminino ou meninas com uma psique masculina. Depois, e este é geralmente um dos traumas mais generalizados, vem o nascimento quando não só lhe dão umas palmadas, mas o separam de sua mãe levando-o para o berçário ou para a incubadora e o bebê sente como arrancam uma parte de seu corpo físico, justamente aquele que lhe dava proteção e calor. A programação continua na medida que essa desvergonhada espontaneidade com que o bebê expressa suas emoções e impulsos instintivos incomoda à mãe que foi obrigada a conter-se emocional e instintivamente durante gerações e gerações e repete o padrão com seus filhos. Outro importante fator de programação são as expectativas que os pais têm em relação a eles.  A criança cresce, aprende a falar, com o qual se aproxima mais de seu pai e vai desenvolvendo a mente analítica que é programada a partir de incorporar toda uma serie de ideias, crenças e doutrinas e de ser invalidado, criticado o censurado quando expõe suas ideias. Ante a impossibilidade de ser ele mesmo a criança desenvolve uma falsa personalidade cujas funções principais são conseguir a aceitação e evitar o sofrimento. Esta estrutura de defensa é o ego. 

A arte final deste processo de programação vem dado pelo Hierofante que representa as ideologias com que a criança é bombardeada pelos professores, os meios de comunicação e as religiões. Quanto maior é a programação, maior é a desconexão com o ser verdadeiro, menor a autoestima e a autoconfiança, maior a insegurança e as carências emocionais e, claro, mais sofrimento e, portanto, mais necessidade de sair do sofrimento e da programação.

O adolescente, nos Amantes, movido pela energia sexual que desabrocha nesta fase, se relaciona e encontra outros adolescentes que o amam, o valorizam e lhe dão apoio para ser mais ele mesmo, levando-o a fazer os primeiros questionamentos em relação à vida que quer viver, como a quer viver e com quem.

Estes questionamentos vão concretando-se no Carro onde o jovem fecha um ciclo de sua vida e abre outro através de liberar-se/desapegar-se de certos condicionamentos, padrões de conduta, crenças, vínculos, dependências, identificações e etc. fazendo uma limpa na sua vida que o deixa mais leve, independente e solto para encarar o 2º septenário.

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